CREFONO1 e MetrôRio promovem evento sobre cuidados com a voz em homenagem ao professor

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Da esquerda para direita, conselheira Tatiana Barcellos, Priscila Barros e Patrícia Salgado (Comunicação MetrôRio) e conselheira Alessandra Mattoso

O CREFONO1 reuniu-se nesta segunda-feira, 07 de outubro, com assessores de comunicação do MetrôRio para definir os últimos detalhes de evento em homenagem ao Dia do Professor que acontece na Estação Central, dia 14 de outubro, de 9h às 17h, próximo ao Palco Carioca da estação. A ideia é oferecer orientações sobre cuidados com a voz, em mais uma edição da campanha “Quem cuida da Voz sempre tem o que falar”.

Durante todo o dia, fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas estarão na estação Central, auxiliados por estudantes de Fonoaudiologia, aplicando um questionário para identificação de problemas vocais e orientando sobre cuidados com a voz.

A população também poderá participar de um breve quiz, com perguntas e respostas sobre hábitos saudáveis para quem quer manter a voz sempre em forma.

A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz. A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas, como “calos nas cordas vocais”, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço, fadiga, etc.

Estudos epidemiológicos evidenciam maior adoecimento vocal em professores do que na população geral. Pesquisa em todos os estados brasileiros comparou problemas de voz entre professores e outros profissionais que não desenvolviam atividades docentes, em 2012. Entre os professores, 63,3% citaram alteração vocal em algum momento da carreira profissional; entre não professores, o percentual foi de 35,8%. O número de sintomas atuais na voz foi maior para professores (3,7) do que para não professores (1,7). Além disso, professores percebiam que o problema de voz limitava suas atividades de trabalho e tinham mais faltas no trabalho do que não professores (17,0% e 5,4%, respectivamente). Pesquisas internacionais também revelam situação semelhante e alertam para os efeitos adversos dos problemas de voz no desempenho docente.

Segundo levantamento dos prontuários da Gerência de Perícias Médicas da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro em 2007, 41,7% dos professores foi readaptado, isto é, deixou a sala de aula por disfonia (alteração na voz). As lesões orgânicas representaram 67,4% dos casos (sendo 24,4% de nódulos) e as disfonias funcionais, 32,6% (fonte: Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho – DVRT).

O CREFONO1 realiza a campanha de conscientização sobre cuidados com a voz há 15 anos, sendo a segunda vez que promove a ação em parceria com o MetrôRio. Esta é a primeira vez que a ação de responsabilidade social é direcionada a professores.

 

Por Rose Maria S. Alves

Assessoria de Imprensa

Em 7 de outubro de 2019

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